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Seringas nas prisões e autoridade do Estado

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Estou radicalmente contra o programa de troca de seringas nas prisões que se pretende implementar.
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Não ponho em causa a nobreza das intenções de alguns dos seus defensores e partilho as suas preocupações.
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Todavia, parece-me inevitável a conclusão de que a implementação de tal programa constitui uma desonrosa capitulação do Estado perante o tráfico de estupefacientes dentro das prisões e um grave incumprimento do seu dever de manter o meio prisional livre do tráfico e consumo de produtos dessa natureza.
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E se há um campo em que me aflige ver o Estado capitular é o do combate à criminalidade.
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Se nem sequer dentro de um meio que é suposto ser fechado e controlado como nenhum outro, como é o meio prisional, o Estado é capaz de manter a ordem, nomeadamente em matéria de tráfico e consumo de estupefacientes, quem pode levar a sério a capacidade desse mesmo Estado para combater o crime "cá fora", tarefa que, convenhamos, é bastante mais complicada?
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A imagem que o Estado dá de si próprio se for para a frente com esta medida é, pois, extremamente negativa.
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E isso tem custos elevadíssimos ao nível da sua credibilidade aos olhos dos cidadãos.
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Apoio e subscrevo na íntegra!!!

Como de costume, sou eu.
Os seus posts suscitam-me sempre reflexões: temos, sem dúvida, interesses comuns.

E, quanto às seringas em meio prisional, acabo por chegar a conclusão semelhante à sua.

Mas partimos de pressupostos diferentes quanto ao papel do Estado: não confiro a hipótese de este capitular perante qualquer fenómeno ou pessoa(s), bem como de o/as vencer.
Parece-me que, se partirmos de uma concepção "bélica" - a palavra é forte, mas, neste imediatismo dos blogs, não encontrei outra mais apropriada - do Estado, não há, como muito bem diz, autoridade do Estado que resista. Pois não há Estado que resista à sociedade (civil ou "não civilizada"), que tenderá, com muito mais criatividade e eficácia, a ultrapassar os obstáculos que lhe colocarem à frente, se os objectivos colidirem.

Ou seja, contenção de objectivos, que conduzirá, penso eu, a mais credibilidade. O que implica, naturalmente, total responsabilidade daqueles que introduzem estupefacientes nas prisões, accionando-se a ultima ratio do sistema político.

Foi um gosto.
Até à vista, aqui ou noutro local.

Temos, temos, Dra. Raquel.
E nem sempre estamos de acordo, o que torna as coisas muito mais interessantes.

Neste caso, concordamos relativamente às seringas e discordamos quanto àquilo que deve ser hoje o Estado num regime democrático.

Uma questão muito complexa, sem dúvida. E que mexe com as opções políticas de cada pessoa, não é verdade?

Restringindo-me à concreta questão em discussão:
Penso que faz todo o sentido falar em o Estado vencer ou capitular perante a criminalidade, ou um determinado segmento desta.
Sendo um Estado de Direito, a vitória significa a prevalência deste último. Isto, para mim, continua a fazer sentido.

Estes temas dão pano para mangas. Por eles teremos de passar de vez em quando, aqui ou noutro local, como diz.

Por falar noutro local, o fórum está operacional. Lá espero por si, bem como pelos restantes colegas que por aqui escrevem ou se limitam a passar discretamente.

Até à próxima, caríssima.

1.º comentário:
Folgo em saber que a minha opinião encontrou acolhimento a oeste do rio Pecos...

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