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Até sempre Dizpositivo!


Há cerca de 8 meses atrás, com a Primavera e um « Até amanhã » dito pelo Paulo Ramos Faria no Sílaba Tónica, nasceu o Dizpositivo.
Não obstante no primeiro post o Paulo Ramos de Faria ter referido que « o futuro do dispositivo não está nas minhas mãos (…) tudo está nas mãos daqueles que, comigo, queiram manter em actividade o blogue » e embora todos os membros sintam este projecto como « um bocadinho de si », ninguém tem dúvidas em afirmar que, sem o Paulo, sem a sua intervenção, sem a sua iniciativa, sem o seu mote, para introduzir e centrar a discussão de certos temas, o Dizpositivo nunca teria sido aquilo em que se tornou e de que todos nós, seus membros, com uma certa vaidade nos orgulhamos.
Hoje, em pleno Outono, com o cair das folhas, cai também o «pano do último acto» deste projecto que foi o Dizpositivo.
Motivos e obrigações de ordem pessoal levaram o Paulo Ramos de Faria a pôr um ponto final na sua colaboração com o Dizpositivo, como aliás já havia anunciado anteriormente que o iria fazer.
E sem o Paulo não tem sentido continuar por aqui, ou pelo menos continuar aqui.
O projecto, as ideias, os objectivos que nos mobilizaram mantêm-se acesos podendo dar lugar, como outrora ( quem sabe? ), a um outro blogue ou qualquer outro tipo de iniciativa.
Mas não aqui.
Em 8 meses tivemos quase 53.000 visitas. Foi bom. Foi muito bom. E, neste caso, não foi só bom enquanto durou uma vez que deste projecto nasceu não só o Dizpositivo, como se conheceram pessoas, travaram-se conhecimentos e nasceram amizades.
Manter o Dizpositivo seria, a curto, médio ou longo prazo, deixá-lo morrer lentamente, perdendo-se por aí…
Encerrá-lo agora é dizer adeus de cabeça erguida, assumindo com orgulho tudo o que aqui foi dito e todos quantos por aqui disseram o que tinham para dizer.

A todos quantos por aqui passaram, o nosso «bem hajam»!

A todos quantos aqui escreveram e colaboraram, o nosso «até sempre»!

Ao Paulo, à alma do Dizpositivo, reservo as últimas palavras deste último post: Obrigada por nos teres mostrado e feito acreditar que, afinal, os juízes portugueses ainda têm uma palavra a dizer e que, quando o fazem. também sabem dizer positivo!

Lamento profundamente este fim. Vinha cá todos os dias. E gostei de algumas conversas, nomeadamente com o Dr. Paulo Ramos Faria e Dr. Manuel Soares.
Pode ser que nos encontremos por outros lados.
Coutinho Ribeiro

Não sei bem o que dizer. Estou como que a querer agarrar uma coisa que já sinto perdida.
Que o Dizpositivo faz falta é óbvio. Discutiram-se aqui com pluralidade, sem complexos e com elevação, questões muito importantes. O número de visitantes é uma prova disso mesmo. E a falta que fazem lugares públicos onde os juízes possam discutir estas coisas com abertura.
Mas que sem o seu principal impulsionador nunca mais será a mesma coisa, ainda é mais óbvio (sobre as razões do seu auto-afastamento, absolutamente de acordo).
A primeira reacção, mais intuitiva, que transmiti verbalmente à Teresa (não aos outros colegas por falta de tempo, e peço desculpa por isso) foi a de que o Dizpositivo deveria continuar. Mas também lhe disse que não teria disponibilidade (nem na posição que ocupo agora isso seria adequado)para assumir o encargo dessa continuidade.
Agora, reflectindo melhor, no pé em que as coisas estão, com sinceridade, não vejo que seja possível manter o projecto com o figurino que tinha, pese embora saber que alguns colegas se ofereceram para tentar.
Por isso, desejo que essa energia ainda restante, possa emergir naturalmente na concepção de outro projecto, com outras cabeças e outras ideias. O mais que se faça aqui irá no sentido do definhamento e da ilusão. Para o que o Dizpositivo descanse em paz, como é próprio e merecido.

Num registo pessoal, deixo-vos o desconforto de algo que se perde.

Mas, prefiro falar-vos da alegria de vos ter conhecido.
Prefiro dizer-vos da capacidade que que este blogue teve de, como dizia no meu post inicial "O Sr. Bartleby", assumir a importância de uma intervenção criativa, rica e plural, procurando, com elevação, densificar e qualificar o discurso sobre a justiça.
Foi por aqui que senti crescer o orgulho, por vezes esquecido, de exercer, como vós, uma profissão tão especial e nobre porque sempre livre.

O "Dizpositivo" nasceu, cresceu e morre agora num magnífico estado de graça.
O encantamento por este projecto perdurará e será, estou seguro, o embrião de outras aventuras futuras.

Mas melhor será como meu epitáfio deste blog, deixar que ressoem as palavras, sempre melhores, sempre sábias, do Poeta, no caso Fernando Pessoa:

"De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro..."

Até sempre ...

Não vou repetir o que já foi dito.
Costumo começar assim quando concordo com os "oradores" que me antecedem.

Mas quero deixar aqui marcada em palavras, a imensa pena que me deixa e me faz, o fim do Dizpositivo.

Realmente não queria que terminasse.
Nem eu, nem outros, nem os que aqui procuram o que pensam os Juízes; nem os que aqui encontraram uma alma nos Juízes e pensavam que eles não a tinham.


Não consigo dizer FIM...
Para mim, nada pode ter nem tem um fim.

Eu adorei andar por aqui. Adorei a companhia.
Até qualquer dia.

Com pena lamento pois, apesar do texto do post apontar para o nascimento de outras ligações, este fim significa o apagar de uma chama que cortava a escuridão em que é vista a magistratura.
Afinal não basta ir falando em privado.
Partilhem as ideias, publicitem os problemas e apontem hipóteses de solução.
Assumam-se como parte da solução!
Até sempre...

Vim aqui.
Matar saudades.
Que pena me fica quando penso que outros, arrancaram com mais coragem e continuam com mais coragem.
Conta mim também falo, Claro!

Sobre o adeus ao Dizpositivo, JAB Diz negativo em http://patologiasocial.blogspot.com/2006/11/diz-negativo.html

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