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A TEIA ( DAS PALAVRAS )
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Eu não vou dizer grande coisa.
Não vou dizer quase nada.
Limitei-me a ler o editorial do Público, subscrito por José Manuel Fernandes e fiquei a pensar para comigo, como é realmente, aquilo a que se vem chamando o 4º Poder.
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Tenho um amigo que me diz que, a pior guerra que se pode fazer num conflito militar é a "guerra de informação".
Sabem o que é isso?
Não sei se algum de vós já leu o livro de Alvin Toffler " A Terceira Vaga".
Diz este autor a certa altura do seu livro: - "Uma bomba informacional está a explodir no meio de nós, a atingir-nos como uma chuva de estilhaços de imagens e a modificar drasticamente o modo como cada um de nós apreende o nosso mundo privado e actua no seu contexto. (...)
Os Media tornaram-se cada vez mais poderosos."
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A guerra de informação passa pela utilização das várias formas de enviar informação, quer errada quer certa e portanto real, tudo no intuito de influenciar o destinatário, levando-o necessariamente a tomar uma posição, que pode até nem ser a correcta, mas é sempre a desejada.
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É como informar ao contrário, para desestabilizar o alvo ou, provocar uma tomada de atitude que enfraqueça o destinatário/ receptor e traga vantagens ao emissor.
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Numa época em que a Justiça está em foco constantemente as notícias que são transmitidas sobre a mesma ou à volta da mesma, são absorvidas pelos leitores de forma sedenta e na maior parte das vezes acrítica.
Eu não vou fazer aqui nenhuma critica.
Não vou emitir nenhuma opinião pessoal.
Vou só "fazer um suponhamos" como dizem os miúdos.
Então façamos assim:
.................
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Querem um símbolo, um expoente, um sinónimo, dos males da imprensa portuguesa? É fácil: basta citar o nome de José Manuel Fernandes e tudo o que de mal se pensa sobre corporativismo, atavismo, manipulação, jogos de sombras e de influências, vem-nos imediatamente à cabeça.
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O jornalista - porque é de um jornalista de que se trata - é um homem tão inteligente como maquiavélico.
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Anos a fio, (...) esta figura de que a maioria dos portugueses nunca ouviu falar foi tecendo uma teia de ligações, de promiscuidades, de favores e de empenhos (há um nome mais feio, mas evito-o) que lhe assegurou que ontem conseguisse espetar na sua melena algo desgrenhada a pena de pavão que lhe faltava: ser o editorial do dia!
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O lugar pouco vale (quem, entre os leitores, sabe dizer quem é o actual director do Público (...)?). Não dá só umas prebendas, porventura algumas mordomias, acrescenta uns galões, mas pouco poder efectivo tem.
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(...)
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O homem não fez a coisa por pouco: ao mesmo tempo que vestiu a pele de jornalista (pôs a sobrecasaca de subversor (...) e acrescentou o lustroso (pela quantidade de sebo acumulado) chapéu do "resistente" ao sector da justiça.
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Se era aconselhável que um director de um Jornal desse mais atenção (...) à separação de poderes do que à cartilha que lhe ofereceram , José Manuel Fernandes fez exactamente o contrário.
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Reivindicou como um metalúrgico capaz de ser fixado para a posteridade numa pintura do "realismo socialista" e, esquecendo-se de que é director de um Jornal e representante do "quarto poder", vai de escrever o editorial..(...)
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(..)
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É (...) sinal de que José Manuel Fernandes se preocupa mais com o seu protagonismo público do que com os problema da justiça.
A segunda, bem mais grave, é que o homem se disponibiliza para ser o rosto de uma fronda dos jornalistas contra as decisões (...) do poder judicial, neste momento objecto de um consenso alargado entre o partido do Governo e a principal força da oposição.
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É tão patético que daria para rir, não estivéssemos em Portugal e não entendêssemos como funcionam as estratégias das aranhas. O homem, creio sem receio de me enganar, é tão inteligente e habilidoso como é perigoso.
(...)"
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.............................
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É certo que o texto tem cortes.
Mas era só para "fazermos um suponhamos".
Suponhamos que o visado pelo texto era o seu autor.
Suponhamos o que sentiria o mesmo com as afirmações públicas feitas em cascata e catadupa , gratuitas e não provadas.
É apenas um artigo de brincadeira o que escrevi.
Nem sequer é um artigo de opinião...
É apenas um "suponhamos" .
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E suponhamos que quem leu este e o outro é o cidadão comum que nada percebe desta teia de palavras e intenções, jogos ou opiniões.
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E nem sequer me atrevo a colocar outro nome, outra figura de Estado, que o senhor director, pertence ao 4º Poder ,mas não é sequer figura de Estado! ;)
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ACCB - 3.10.06

Bem, pode ser que agora eles imaginem que um qualquer cidadão lhes dirigia o tal poema dos homens que ladram pela boca dos seus cães....
No Jornalismo como em tudo na vida há que ter "tento na língua" a não ser que se queira fazer a prova da verdade dos factos! Será?

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