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Organização Judiciária

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Depois de ler isto, espero que alguém se lembre de calcular:
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- O tempo de trabalho que cada juiz vai perder em constantes deslocações entre os vários locais onde fará audiências de julgamento;
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- O custo que o Estado terá de suportar com a aquisição e a manutenção de veículos e a contratação de motoristas para assegurar as deslocações dos magistrados e funcionários judiciais entre os vários locais onde se realizarão as audiências de julgamento;
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- O custo que implicará a criação das novas "estruturas locais", que, tendo necessariamente uma sala de audiências e as indispensáveis instalações e equipamentos de apoio (gabinetes para magistrados, salas para advogados, uma secretaria, salas para testemunhas, uma cela quando se trate de julgamentos com arguidos presos, sistemas de gravação e videoconferência, pelo menos), não devem ser baratas.
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Está a ver mal a coisa.
Quando se fala em “estrutura local” está-se a pensar num lugar de estacionamento - que poderá, eventualmente, ser gratuito, se o município fizer uma simpatia.
O resto vai com o juiz numa autocaravana - conduzida pelo próprio -, onde tudo é devidamente acondicionado, incluindo uma “tenda de audiências”.
Todo este equipamento será requisitado e adaptado de material do exército abatido - da década de 40 (séc. XX), pois o da década de 50 ainda está no activo.
No mais, serão emitidas senhas de combustível e de alimentação (se for necessário jantar no caminho), as quais poderão servir de meio de pagamento nos estabelecimentos que as aceitem - enquanto os donos não se aperceberem do tempo que demora até serem pagos -, devendo estes pedir ao Estado o reembolso do seu valor.
Como vê, tudo se resolve. Pare lá com essas resistências corporativas.

Quando MST fala da culpa dos operadores judiciário e da falta da ideia de serviço público, vem-me à memória a pequena história de um advogado que já não o é - e ainda bem, pois não tinha qualquer vocação, como a pequena história revela. Vem o relato ainda a propósito de um discurso recentemente proferido (pois foi ao seu autor que contou este pequeno conto, de pura ficção) e duma querela sobre impunidade e anonimato.
O jovem advogado, sem disso dar cavaco à velhinha sua cliente ou ao tribunal, resolveu faltar ao julgamento. Até hoje, ainda não justificou a sua conduta. A velhinha ficou “descalça”, sem advogado, e o julgamento fez-se...

Dê-lhes ideias, dê-lhes...

Vocês desculpem mas eu, quando oiço ou leio a expressão "Observatório da Justiça", vem-me logo à ideia uns senhores com monóculos a espreitarem de muito longe o que andamos a fazer e, a estudarem os comportamentos corporativistas cá do pessoal.
Não consigo pensar noutra coisa.
Até me sinto uma cobaia...

Já falei demais?!

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