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Mulheres e Ciência

Neste blogue que costumo visitar, de dois prestigiados académicos da Universidade de Chicago (um deles, Richard Posner, é juiz do U. S. Court of Appeals para o 7.º Circuito), está a decorrer uma discussão interessante sobre um estudo da Academia Nacional (dos E. U. A.) das Ciências com o título Beyond Bias and Barriers: Fulfilling the Potential of Women in Academic Science and Engineering (2006), onde se ensaia explicar as razões da menor performance feminina na área das ciências e das engenharias.

"onde se ensaia explicar as razões da menor performance feminina na área das ciências e das engenharias. "

Pois... ensaia.
tch tch tch

Ensaiem o que quiserem, mas não me transformem em rato de laboratório de um qualquer projecto de engenharia social, nem me incluam nas quotas para as explicações da tabuada...

Então, vá lá, talvez seja melhor ler um pouco do estudo. Afasta-se ali, segundo creio, qualquer base genética para aquele relativo "atraso". E o facto é que ele existe. Melhor será, então, procurar as causas (parecem ser sociais, económicas ou outras) e irradicá-las. Sem cair em relativismos científicos (?) ou à inquinação do problema com pruridos sexistas. Um bom começo é fazer como eu fiz. Segui o conselho de Patrícia Naré Agostinho, no "sine die". Coisa muito interessante (mas talvez não tanto convincente).
PS: não creio que um estudo sobre as senhores seja de molde a torná-las em ratos do que quer que seja.

Antes do mais: o estudo não me transformará em rato, com certeza, mas receio é a sua aplicação em D.L., com a devida cominação para quem não queira melhorar as suas performances.

Por isso, e do meu ponto de vista, é pior que se conclua que as causas não são genéticas: há mais perigo de instrumentalizar politicamente o estudo (ou será que ele já foi "feito" para isso?).

Interessa-me, então, mais do que o estudo em si, a análise da motivação de quem o fez (e não me venham falar em simples curiosidade científica, que não acredito nisso, quando isolado), e o modo como os seus resultados são interpretados e aplicados (espero que não o sejam, que qualquer projecto político de erradicação seja do que fôr me arrepia...; não que não acredite na política, mas acredito que ela tem limites, e este é um deles).

Post muito interessante.
Tema com pano para mangas (deixo já aqui a minha opinião genérica: excepcionando a intervenção do direito penal quando ele se justifique, os políticos (o Estado) que deixe(m) os senhores e as senhoras seguir o seu caminho... - que poderá passar, caso a soc. civil assim o deseje, pela criação de mecnismos compensadores da desigualdade).

Até à vista

Por falar em motivações políticas ou outras, olhe que uma das críticas que se aponta ao estudo é de os seus autores serem, na maioria, mulheres...

O objectivo do post q coloquei no "sine die" foi, não tanto o de testar a validade cientifíca do IAT, mas de lançar uma provocação. É que muitas das vezes temos tendência de dizer o que não pensamos ou de não dizermos o que pensamos(consciente ou inconscientemente).

(Basta recordar um incidente ocorrido não há muito tempo com Mel Gibson em que encontrando-se atestado de álcool proferiu expressões anti-semitas, as quais quando já se encontrava sóbrio prontamente desmentiu. A dúvida fica: In vino veritas?)

Assim, embora muitas vezes não o faça (admito!), a ideia foi a de que também neste tema, tomássemos consciência dos nossos preconceitos e a partir daí lançar a discussão.

Todos os estudos, ensaios ou o que lhes quiserem chamar, na maioria dos casos, expressam opiniões, mas têm uma virtude: servem para lançar o debate. Debate esse q vai longo no blog em causa!

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