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Era Uma Vez

Era uma vez …

Um pequeno país com uma fronteira precariamente delimitada por dois outros, formando os três um continente único.
Tratava-se de um belo país que tinha a fortuna de ser independente graças a um Tratado que assim o impusera, vinculando aqueles três países tão próximos, obrigando todos e cada um a respeitar a autonomia do outro.
Habitava-o um conjunto de mulheres e de homens a quem, todos os dias, muito era exigido. Em tempos recentes, o número de habitantes aumentara substancialmente, mas a população continuava escassa tanto era o trabalho a realizar, ainda que muito dele rotineiro e inútil.
Viviam-se tempos conturbados, pois crescia a intromissão do país fronteiro mais poderoso, com tentações hegemónicas, ameaçando, aqui e acolá, a independência do vizinho.
As pessoas deste país eram cultas e gostavam de discutir os problemas da comunidade. Faziam-no das mais variadas formas, recorrendo muitas vezes à Internet, descoberta recente, com total liberdade e criatividade.
Havia, porém, um óbice muito grande que condicionava qualquer discussão.
É que quando se abordavam os problemas daquela gente, surgia sempre alguém que reduzia o mundo a uma questão cromática, dividindo todos, e cada um, em dois grupos definitivos: o grupo dos brancos e o grupo dos pretos.
E lá vinha um que dizia “ Tu pensas isso porque és dos brancos” e outro mais adiante “ Essa sugestão foram os pretos que ta deram”.
Demasiadas vezes, sobretudo quando a discussão ficava mais acesa, tudo se procurava banalizar, rotulando, com prosápia solene e definitiva, os arguentes de brancos ou de pretos. Então, o debate empobrecia e o país, tristemente, definhava.
Até que um dia, alguém que se dizia ser um dos chefes de uma das cores – a branca ou a preta, escolha o leitor, porque ao caso tanto faz – foi eleito, com larga maioria, o novo presidente do país.
E sabem o que aconteceu?
Porque ao narrador,optimista, apetece finais felizes, aconteceu que as pessoas desse país, lucidamente, perceberam que já não fazia mais sentido tudo reduzir a duas monótonas cores. E logo surgiu um que descobriu, afoitamente, o amarelo, outro o verde, aquele o vermelho e aquele outro, deslumbrado, o azul.
Colorido o debate, logo despontaram ideias ricas e originais e o país encontrou-se mais forte e coeso, resistindo melhor às investidas do poderoso vizinho.

Era uma vez …

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