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Uma palavra independente

O Sociólogo António Barreto proferiu um discurso ("Justiça e Sociedade – Algumas Reflexões") na cerimónia de abertura do XXV Curso Normal de Formação Centro de Estudos Judiciários.
De acordo com o Correio da Manhã, António Barreto sustentou:
"O pacto devia ter proposto alguns mecanismos, algumas leis, algumas orientações [sobre o combate à corrupção] Por que é que não houve isto? É estranho." "Os sucessivos governos têm descurado o combate à corrupção e, em muitos casos, têm fechado os olhos."
Já sem transcrição textual, revela o Correio da Manhã que, "na perspectiva do sociólogo, o pacto político parlamentar, assinado na passada semana, não visa alcançar nenhum dos objectivos prioritários na Justiça". Afirma o Correio da Manhã que António Barreto criticou o facto de "o acordo não englobar matérias como o processo civil, a composição dos Conselhos Superiores e a redefinição da autonomia do Ministério Público. No entanto, aplaudiu a previsão de provas públicas para o acesso aos tribunais superiores".
Ainda de acordo com o Correio da Manhã, António Barreto afirmou:
"A voracidade dos partidos pela PGR é um sinal de mal-estar durável." "Os políticos deveriam ter menos apetites relativamente ao controlo ou o poder a exercer sobre os magistrados, os advogados, as polícias e os oficiais de justiça".
"As sucessivas alterações de códigos revelam uma instabilidade indiscutível". "A Justiça, por não ter mercado, por não ser privatizável, por não produzir dinheiro, por não gerar publicidade, por não ser vistosa e por não ser um bem de consumo de massas, ficou para trás nas atenções dos legisladores e dos governantes".
Novamente sem transcrição literal, o mencionado matutino noticia que António Barreto criticou "duramente algumas das medidas da reforma na Justiça, como a redução das férias judiciais". À atenção dos juízes (e da sua capacidade de autocrítica), mas não só, ficou a acusação dirigida aos "vários operadores judiciários de serem co-responsáveis pela crise no sector".

...À atenção dos juízes (e da sua capacidade de autocrítica), ...

"A Justiça, por não ter mercado, por não ser privatizável, por não produzir dinheiro, por não gerar publicidade, por não ser vistosa e por não ser um bem de consumo de massas, ficou para trás nas atenções dos legisladores e dos governantes".

Eu acrescentaria: " E por não estar à venda criou um tremendo mal estar , uma sensação de que atinge tudo e todos de igual forma, o reconhecimento de que, na verdade, a venda que tem sobre os olhos, simboliza a igualdade de todos e para todos perante ela.
Daí a necessidade de estar atento.

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