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Personae non gratae

Sempre com um elogio preparado para dirigir aos juízes quando escreve sobre a reforma da Justiça, Vital Moreira, Professor na mais antiga universidade portuguesa e que, naturalmente, gostará de ser lido e considerado quando se pronuncia sobre uma reforma do governo das universidades - cfr. aqui e aqui - , acha bem que o Pacto não tenha sido precedido de qualquer tentativa de entendimento com os profissionais forenses, numa "promiscuidade negocial". Afigura-se que a ideia de "concertação social", tão do agrado da esquerda portuguesa, é "chão que já deu uvas".
Talvez se pense que o Pacto nunca teria sido obtido com a participação das profissões jurídicas. Todavia, a larga adesão manifestada pelas associações representativas das profissões forenses parece indicar o contrário - embora algumas reservas também tenham sido colocadas.
E nem se diga que este apoio é póstumo, pois resulta ele da constatação da promessa da consagração de soluções legais - nos casos nos quais o Pacto tem maior "espessura" - defendidas por essas associações em documentos há muito elaborados.
Claro que, se este pacto assentasse num consenso mais alargado, perder-se-iam os votos que sempre se conseguem quando se anunciam reformas contra as "corporações".

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