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Editorial do Público

O "facto político" do dia na área da justiça é, evidentemente, o editorial do Público assinado por José Manuel Fernandes - quer pela natureza das funções exercidas por José Manuel Fernandes, quer pela importância que aquele diário tem na nossa comunicação social, quer, ainda, pela "violência" do texto.
Já se começam a "ouvir" algumas reacções...

O editorial de José Manuel Fernandes, do meu ponto de vista, é a todos os títulos vergonhoso. Tanto mais porque vem do director de um jornal de referência, que devia ter uma noção mais correcta da sua própria responsabilidade social.
O problema não é se o editorialista gosta ou não gosta de Noronha do Nascimento, nem se pode ou não criticá-lo, nem sequer se as intervenções ou o percurso do novo presidente do STJ são ou não merecedores de crítica. Isso para mim é tudo irrelevante, porque considero absolutamente legítimo que os juízes e sobretudo o presidente do STJ se sujeitem à crítica jornalística.
A questão é saber se o director de um jornal, ainda que não goste dele - como é manifestamente o caso - deve insultar com aquela violência uma figura de Estado como o presidente do STJ (e pela mesma lógica, o presidente da república ou o primeiro-ministro). Eu acho que não pode, quanto mais não seja porque está a condicionar intencional e ostensivamente a linha editorial do jornal contra uma instituição com a importância do STJ. Depois daquele escrito, sempre que qualquer jornalista do público criticar Noronha Nacimento, por muita razão que possa ter,ficaremos na dúvida sobre se não foi o "chefe" que o obrigou a fazê-lo.
Depois, o que ainda é mais negativo, é o facto de se perceber que há no editorial muita inimizade pessoal e pouca objectividade jornalística. Percebe-se que José Manuel Fernandes detesta Noronha Nascimento. Não sei porquê nem me interessa. Se queria insultá-lo como fez, então que o fizesse pessoalmente ou que lhe escrevesse uma carta. O que não podia era utilizar para fins estritamente pessoais o jornal de que é director. De certeza que não é para isso que lhe pagam.
Por fim, resta dizer que mesmo aqueles que pudessem concordar com a substância de algumas das críticas feitas, nunca se reveriam na forma inqualificável como José Manuel Fernandes as colocou.

É a força do 4º Poder caro ramos Soares.
E a liberdade do mesmo!
Não há limites!

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