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Coisas estúpidas

De vez em quando, sou acometido por uma irreprimível vontade de escrever sobre coisas estúpidas.
Trata-se, tenho de reconhecer, de uma fraqueza minha. Com tantos temas judiciários de altíssimo coturno (como, com imensa graça, dizia, a brincar, um magistrado do Ministério Público que, infelizmente, não vejo há muitos anos) sobre os quais poderia «blogar» neste domingo, logo havia de me dar para isto…
Enfim, cada um é para o que nasce.
Vamos ao assunto.
E nada melhor do que começar por duas fotografias (frente e verso) desse mesmo assunto:
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.
Para quem não seja servidor do Estado, fica a explicação – o impresso que aparece no retrato tem o pomposo nome de «BOLETIM ITINERÁRIO».
Trata-se, em minha opinião, do impresso mais estúpido, inútil, arcaico e irritante que existe – embora admita prova de que há pior, pois a concorrência é feroz.
Servidor do Estado – juízes incluídos – que se desloque em serviço, tem de o preencher à mão, com letra miudinha, por ali abaixo, frente e verso, repetindo, linha a linha, palavras e valores que, com um computador, escreveria num centésimo do tempo.
No meu caso, como me desloco muito em serviço, lá tenho, todos os meses, impresso após impresso, mês após mês, ano após ano, de preencher o dito «boletim» à mão, a dizer sempre a mesma coisa: no dia tal, deslocação à comarca x, para o julgamento do processo y, foram tantos km, a tanto o km, dá o valor z…
E têm de ser 2 boletins itinerários por mês, um para serviço de colectivo e outro para singular, pois os departamentos estatais que efectuam o reembolso das despesas – tarde e a más horas no caso de um deles, diga-se de passagem – são diferentes, por razões que não compreendo, nem pretendo que me expliquem, pois estou seguro de que continuaria a não compreender.
Que diabo, não poderia o «choque tecnológico» atingir os boletins itinerários rápida, violentamente e em cheio, desintegrando-os, calcinando-os ou, no mínimo, projectando-os para longe?
Ao menos, tornem o preenchimento do impresso facultativo, permitindo a sua substituição por documento que possa ser elaborado em computador!
Pronto, já satisfiz a minha vontade de escrever sobre uma coisa estúpida neste domingo.
Ao leitor que tiver conseguido chegar ao fim, o meu muito obrigado.

Ai eles pagam?
Eles pagam mesmo?
E há dinheiro?
Ai há dinheiro'
A mim estão a dever-me turnos "há bué"! como diz a minha filha!

Pois... apeteceu-me!

Oh Dr.
Td bem!
Eu percebo que esteja irritado e, por isso, com vontade de escrever coisas estúpidas... mas... Não precisa repetir ... Nós já percebemos que o tal boletim é um itinerário tortuoso e idiota.
Já percebemos!
Ou era para ninguém ler a minha carta escrita em férias?! ;) ;) ;))

Quando se trata de pagar, tudo é Complicadex... :-)

Cleopatra:
A minha vontade não era bem de escrever coisas estúpidas, mas SOBRE coisas estúpidas...
Contudo, submeto-me humildemente ao seu veredito.

Dra. Nicolina:
É bem capaz de ter razão.
Não vou ao ponto de dizer que o impresso em causa é de preenchimento desnecessariamente moroso com a deliberada intenção de desencorajar pedidos de reembolso de despesas de deslocação ao Estado.
Mas que, muitas vezes, sobretudo quando se trata de pequenas quantias, tem esse efeito prático, é um facto.

Não escreveu coisas estúpidas... só estava com tanta raiva que duplicou o escrever sobre coisas estúpidas.
Um grande abraço!

V. S. Santos e Cleopatra
O indesejado clone foi por mim apagado.
O V. S. Santos nem terá notado a dupla postagem.
Abraço.

Como refere o Paulo Faria, não notei a tal repetição. O blogger estava a funcionar tão mal, que tive de fazer várias tentativas para inserir o post - uma delas terá, então, sido bem sucedida sem eu me aperceber. Daí não ter percebido a observação da Cleopatra sobre esta última.

Mas, independentemente de a repetição ter sido involuntária, a Cleopatra interpretou bem o meu estado de espírito - passei a tarde de domingo a preencher os malditos boletins, relativos aos últimos meses. O post foi escrito logo de seguida.

Está bem, Cleopatra, já estou mais animado...

Um grande abraço a ambos.

uffff...lÁ FUI ABSOLVIDA!!

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