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Suplemento de Verão - Secção Social - Comentário ao "dress code" nas acções de formação

Num Maio recente, dispus-me a ir ao CEJ a uma acção de formação.
No primeiro dia de conferências, o Verão resolveu aparecer também, e, às 9 horas da manhã, já espreitavam os 30 graus. Arrastei-me, afogueada, pela colina acima, até ao Limoeiro. Cheguei invejando aqueles que, previdentes, assomavam de táxi, fresquinhos. Consolei-me com o meu pequeno contributo para a diminuição do buraco do ozono, e lá me fui recompondo no deficiente e barulhento ar condicionado dos auditórios.
Olhando à volta, mais pareci estar na tomada de posse do PR: homens de fato escuro e gravata, senhoras de collants (poucas). E também senhoras de fato, com manga comprida. Perguntei-me o que levará algumas mulheres a não gozar o privilégio de estar apropriadamente vestida com uma blusa leve!
Valeu a frescura de uns rapazes que, de calças leves e camisas polo, destoavam do resto da sala. Vim a saber o que já adivinhava: eram magistrados do Ministério Público.
Numa altura em que até os japoneses, povo amante do formalismo, vai dispensando a gravata, para diminuir o consumo de electricidade, por que não dispensar o seu uso em simples acções de formação, principalmente nos meses de Verão? Para além do ganho ambiental, talvez se amenizasse o ambiente ex cathedra das referidas acções, com o que só teriam a ganhar os formandos...
Portanto, senhoras e senhores, formandos deste país, abaixo o fato e gravata! Viva a manga curta! Viva!

Finalmente!
Uma postagem fresca!
A cheirar a Verão.
Irónica e sadia qb.
Pois é...
Parece-me que li..."collants"...Collants no Verão?
Abandonei os meus em Maio!
Faço tudo por isso assim que posso.
Ai Meu DEus!
Collants em Julho???
Gravata?
É o perfil! É o perfil!
O tal que ninguém sabe o que é.
O tal que a maior parte acha que tem porque usa collants no verão e põe gravata no Verão.
Não os dois ao mesmo tempo, mas em paralelo.

Não gostei foi de saber que o pessoal do MP não usava gravata!
Que maçada! Assim... assim... já não sei se fale aqui de perfil..
É que assim como assim, com gravata sem gravata, com mais imaginação...
Parece o anúncio da Citroen!

O contributo para a diminuição do buraco do Ozono pareceu-me exagerado... ( só quem nunca subiu aquela calçada!)
Quanto ao resto...Pode-se entrar de ganga?
Vai um bj.
Espero rir-me bem cedo de novo!

O Homem, ao longo da sua história, sempre mostrou racionalidade no posicionamento que optou ter em face da relação indumentária/clima. Basta percorrer o globo e as fatiotas das várias culturas e relacioná-las com o clima do local.
Em Portugal, país de feudos anquilosados, de bacocas sobrancerias intelectuais e de amadorismos institucionais, a cultura de determinado poder, no que aos juízes diz respeito, reflecte as pechas de um país que já perdeu demasiadas oportunidades para evoluir e crê, ou melhor, ainda crê, que uma gravata impressiona alguém, designadamente, o cidadão. Não impressiona.
Infelizmente, e pegando na deixa de Cleopatra, o 'perfil' durante anos instituído pelo desnorte "cejiano", não é mais do que isso: uma mera gravata. É certo que as senhoras juízas (sublinho o 'as' em juízas), não usam gravata (talvez em algumas ocasiões). Mas entre ter de usar uma gravata e ter de pedir desculpa por, sendo mulheres, quererem ser juízas, talvez seja preferível usar uma gravata...
Ou seja, usar um fato e uma gravata num país com as temperaturas que o nosso apresenta desde Maio e não tendo, no local de trabalho, qualquer aparelho de ar condicionado, como é o caso de muitos tribunais deste país, representa um acto de pura irracionalidade.
De qualquer modo, no que à questão diz respeito e sem prescindir, sempre achei que as senhoras, com a chegada das temperaturas altas, têm mais facilidade do que os senhores em concatenar 'formalismo' com 'arejamento'. Valha-nos isso, a nós, senhores, que mais não temos do que o fato e a gravata...

A formalidade justificar-se-á nuns casos e noutros não...serve, no entanto, de capa a muitos que não têm fato próprio e adoptam o estilo dominante...
A teoria e a prática complementam-se, com dizia Fernando Pessoa. A ler no meu Blogue.
Cumps

A gravata e o fato é coisa de bancários, mormons e administradores megalómanos de pequena empresa...

Capital... versus provincia!!!

Isso é um problema que se sente mais em "certas" profissões e em locais finos do país!

Cá nos algarves eu não sinto essa descriminação, no verão, até parece que estamos todos prontos a quase ir para a praia!
:o)

TG

Apoiada!

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... "ou melhor, ainda crê, que uma gravata impressiona alguém, "...
Ai impressiona impressiona. veja no meu Blog o que eu faço às gravatas!!!Principalmente às vindas de Paris!

VINÍCIUS DE MORAIS:

"Detesto tudo que oprime o homem, inclusive a gravata."

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