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O "MATA-MATA"


Como é sabido, foram os franceses que inventaram a guilhotina. O que já é menos conhecido, ou com alguma frequência vai sendo esquecido, é que aquele invento se ficou a dever a «razões de liberdade, fraternidade e igualdade». Numa palavra, pretensões «humanitárias».

Antes de entrar em Portugal, Junot, certamente um humanista incompreendido, fez a seguinte declaração:

«Eis aqui o que vos prometo. Cumprirei a minha palavra.
Quaisquer indivíduos considerados chefes de um grupo que conspira para armar os cidadãos contra as forças francesas serão fuzilados.

Qualquer cidade ou vila a partir da qual seja disparado um tiro de fuzil contra a tropa francesa será queimada.

Qualquer cidade ou vila na qual seja assassinado um indivíduo pertencente às forças francesas pagará uma contribuição que não será inferior a três vezes o seu rendimento anual. Os quatro habitantes principais serão tomados como reféns até à entrega dessa soma; e para que a justiça seja efectiva, a primeira cidade ou vila em que um francês seja assassinado será queimada ou deixada em escombros.»

Proclamação de Junot aos habitantes de Portugal antes de invadir o país,
de 16.11.1807, in Pedro Barbas Homem, História das Relações Internacionais, Almedina 2003.


Dois séculos depois, é tempo do “mata-mata”, como prometeu o actual comandante das nossas tropas, o admirável “Filipão”.

Por isso, não há razões para grande apreensão, mas à cautela, talvez não fizesse mal nenhum que a declaração de guerra de Junot fosse relembrada aos nossos “heróis” antes de, na próxima quarta-feira, voltarem a entrar no campo de batalha.
As tréguas com os fraternos de franceses voltarão “logo, logo” com a vitória lusa.

:)!

Pensei que a citação de Junot fosse o intróito de um comentário acerca do que se passa no médio-oriente, onde um regresso à simples Lei de Talião já seria um avanço.
Não que me mova qualquer antipatia pela causa israelita ou palestiniana), muito pelo contrário...
Mas dá que pensar, não dá?

Apetece-me dizer e maldade: Hoje, fez-se Justiça!

Ai que maldade.

É verdade, Cleopatra. Ainda mais se pensarmos que foi apenas por um triz que a taça não ficou precisamente para aqueles que dispensaram Direito para... preferiram a boa forma física, mas mesmo assim acabaram por perder.

Ainda a Juiza...

Obrigado pelo comentário...
Aclaramento: A juiza da Boa-Hora, na altura do despacho ainda não tinha sido promovida....!!!! Desembargadora só no tribunal da relação, né?
Com despachoa assim ainda vai chegar a conselheira...do supremo, duvida?

Mais sobre o despacho pode ver aqui:Livro, «preso 374» página 457 editora, "oficial do livro" autor ; Carlos Cruz.

Obrigado pelo comentário!!!!

Paulo

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