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DIZER POSITIVO - coragem de fazer, saber esperar


Está de parabéns o Director da Polícia Judiciária por ter tido a coragem de vir a público reconhecer que ninguém sabe ao certo quantas escutas há em Portugal (entrevista publicada no “Expresso” de ontem).
Não que veja qualquer sinal positivo na referida ignorância. Ainda há bem pouco tempo a denunciava num artigo de opinião que o Dr. Paulo Faria teve a amabilidade de republicar neste espaço.
Sinal positivo é, sim, a assunção de um desconhecimento que se revela indispensável à realização de um levantamento sério da matéria.
Cá ficaremos à espera, na expectativa da sua divulgação. E, já agora, talvez não fosse mau de todo que também o legislador soubesse esperar pelo seu resultado para introduzir a já anunciada reforma no regime das escutas no nosso sistema processual penal. É que se esperámos todos estes anos para ver melhorada a lei e as práticas neste campo, sem que alguma vez fosse produzida uma informação exaustiva sobre os dados estatísticos concernentes à dimensão do recurso àquele meio de investigação, mal seria que precisamente no momento em que surge a abertura da polícia para permitir um tal estudo, o legislador o ignorasse. Ou o que seria pior ainda, fosse o legislador, com a sua precipitação, o primeiro a desencorajá-lo.

Seria bom que se esclarecesse, sobre esse assunto, o seguinte e que não o foi:

As escutas determinadas no âmbito dos processos crime de Inquérito, podem correr trâmites na Judiciária.
A judiciária depende do Ministério da Justiça. Os números estatísticos recolhidos por esssa entidade ( que o foram), não foram divulgados, porque pelos vistos, segundo o próprio ministro, não coincidem com os números da PGR.
Alguém explicou a razão prática da discrepância?
O infograma do Expresso nem é suficiente para se perceber como se fazem efectivamente escutas telefónicas em Portugal.
Por exemplo, as escutas relativas a crimes contra a honra, quem é que as faz? E , já agora, quem as controla?
E qual o seu número?

Estas perguntas precisam de respostas que só com estudo e análise se consegume obter. E não parece ser difícil, mesmo para um jornalista, lidar com este assunto e esclarecer devidamente o público.

Isso mesmo, Dra., chegue-se à frente que ainda há-de chegar um lugar de Directora Adjunta de alguma coisa em que se faça pouco e se tenha muita visibilidade para outros voos...

CF, que maldade.
Até parece que esta malta do movimento da justiça e bufaria só tem oportunistas.
Engana-se.
Também tem tachistas e, obviamente, bufos.

Comentários como o anterior não me permitem manter o espírito que fez nascer este “blog”.
Como sua administradora poderia pura e simplesmente retirá-lo, mas não quero fazê-lo, porque ao fazê-lo estaria apenas a iludir-me e a mentira não está na minha maneira de ser.
Censurar a mesquinhez e a infâmia cobarde e anónima seria, afinal, contribuir para uma ilusão que não quero manter por mais tempo, porque não quero correr o risco de poder ficar a conhecer demais sobre a classe profissional em que me insiro.
Estou certa de que se tratam de excepções. Quero acreditar – ainda quero acreditar – que possa ser apenas um (ou uma) tonto, mal-formado que nem sequer é juiz. (É sempre mais fácil aceitar o mal nos outros…).
Mas não quero correr o risco de um dia descobrir a identidade de quem é capaz de tanta baixeza, e menos ainda correr o risco de descobrir que afinal se trata mesmo de um juiz ou juíza.
Portanto despeço-me,
com uma palavra especial para o autor do blog, o Dr. Paulo Faria, pelo espírito que revelou ter. Não o conheço pessoalmente, mas não preciso de esperar por esse dia para lhe dizer que tem em mim uma sincera amiga nascida do gosto de comunicar e partilhar ideias. Parabéns pela ideia! Parabéns por dizer positivo!
Deixo também uma palavra de sincera simpatia por todos quantos aqui colaboraram, com os seus “post” e comentários, mais ou menos elogiosos, concordando, ou discordando, mas sempre comentários.
Tenho pena de não ter chegado a conhecer a “Cleópatra”, o “Moicano” ou o “José”, as excepções que abri ao diálogo de “cara tapada” por não ter conseguido resistir à alma que põem no que dizem. Com pessoas assim não é preciso, de facto, conhecer-lhes o rosto para falar com eles.

A todos, o meu

ATÉ SEMPRE, apenas noutro lugar e …
obrigada pela companhia que me fizeram nestes dois meses

(Peço, pois, ao Dr. Paulo Faria mais um pequeno favor: que me apague da autoria do Dizpositivo.)

"Estou certa de que se tratam de excepções. Quero acreditar – ainda quero acreditar – que possa ser apenas um (ou uma) tonto, mal-formado que nem sequer é juiz. "
Eu também quero acreditar.


Não há que "replicar" acções que estão mortas à partida.Para quê perder tempo e pagar preparos? Ou
seja,... que desde logo não têm qualquer viabilidade??

Não CONCORDA?

E, depois, quem não dá a cara e o faz apenas para ofender ou descer baixo.. só merece uma posição de ignorância total por parte de quem pretendem atingir, (PRETENDEM) e, no caso de persistirem na linguagem deselegante, o apagar dos comentários!

MAI NADA!

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