« Home | Sinistralidade rodoviária » | O que está na causa » | O último capítulo do estudo » | Blaise Pascal » | Faleceu o Conselheiro Araújo de Barros. O corpo es... » | Desculpem-me a fuga ao tom » | Uma inserção à margem » | Bem, se Voltaire dizia ... » | Voltaire » | O cravo e a ferradura - Parte III »

«O menino de sua mãe»


Aí está o novo conto do Moicano. Como sempre, a não perder.

Este conto fez-me voltar a folhear um livro de poemas de que gosto especialmente: “O Canto do Vento nos Ciprestes” de Maria do Rosário Pedreira. Ora ouçam, um bocadinho:

“ (…)
Quando
partiste, a solidão ficou nas coisas todas – no prato
que ia por vício para a mesa mas voltava vazio;
nas roupas escuras; nas sardinheiras secas; na dor
embrutecida do cão cego a ganir toda a noite à porta
do teu quarto; na casa fria; no livro aberto

ao meio do tapete (e que ninguém lerá, porque divide
a tua vida entre o que foi e o que podia ter sido se deus
fosse mais deus do que diziam); e ainda neste rosto
que me deste – e que é o teu no meu envelhecido
(…)”

E porque encontrei poesia no conto do Moicano, fico à espera de mais!
Alguém poderá dizer-lhe?

Enviar um comentário

ligado

Criar uma hiperligação