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Comunicar: É preciso!

Aproveito o dia de hoje, em que toma posse a nova Direcção da ASJP, para apelar a todos à necessidade de uma mudança de atitude.
Mudança de atitude por parte da nova Direcção, uma vez que a isso se comprometeu no seu programa eleitoral.
Mas se a mudança de atitude por parte da ASJP não depende de nós, individualmente considerados, existe uma mudança que só depende de nós: A nossa mudança de atitude! Essa, sim, depende de nós e somos por ela responsáveis.
É do conhecimento de todos a degradação do prestígio e da imagem pública dos juízes, com as consequências que daí advêm para a deslegitimação do poder judicial.
É uma realidade nossa que não podemos negar. E é uma realidade nossa em radical oposição à realidade europeia: nesta a Justiça, e consequentemente o juiz, é a instituição em que os europeus mais confiam, aqui… Bom, aqui, daquilo pelo que vou lendo e ouvindo, a justiça e os juízes estão votados ao descrédito e à desgraça.
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Concordo com a ideia geral do postal e paricularmente com a expressa por José Maria Rodrigues da Silva, também juiz, já jubilado.

Porém, a comunicação é um acto de entrega de uma mensagem.
Se o emissor a entrega tarde e a más horas e com ruído se for verbal, é melhor nem comunicar.

Os políticos perceberam cedo que a mensagem se transmite no timing certo e por meio adequado. Exemplo disso, podem ver-se no sorriso característico e genial de um Domingos Abrantes que deve ter feito tratos de polé ao facies carrancudo e sisudo que costumava afivelar nas reuniões do comité central...
Cunhal idem, aspas. E só cito estes dois comunistas, porque são o exemplo flagrante da mudança de atitude por causa da táctica comunicacional. Devem ter percebido que as moscas dos eleitores não se apanham com o vinagre das carrancas empedernidas na ideologia.

Outro exemplo, são os actuais membros do governo. É só sorrisos, minha gente! Aprendem a sorrir, como se assim nascessem! E não nascem, como toda a gente sabe: as facécias aprendem-se e dão rendimentos a quem as amestra!

O dirigente sindical António Martins, também tem que aprender essa descontracção na comunicação. Para já , parece-me muito tenso.
Má imagem...

ou mau assessor de imagem
bom conselho

E como comunicar é mesmo preciso, atrevo-me a sugerir mesmo aqui, uma medida importante para essa comunicação e que envolve a vertente judicial e aquela que a transcende e dá sentido ao sindicalismo judiciário: a cidadania, como se diz agora.

Defendi, na altura própria e por escrito publicado, que em vez da greve de magistrados deveriam antes os sindicatos, designar um dia em que os tribunais fossem abertos literalmente ao público em geral e comunicação social em particular.
Abertos, neste caso, e sem prejuízo do que deveria ser reservado, significaria, poderem mostrar ao público as condições de trabalho ( razão de ser importante do sindicalismo); os problemas práticos que se colocam no dia a dia de quem trabalha nos tribunais e mostrar que quem exerce funções de poder judicial, não teme que toda a gente veja como tal função é exercida!

A meu ver, essa "jornada de luta", se fosse bem organizada, teria trazido prestígio aos magistrados, advogados e funcionários e melhoraria significativamente a imagem de quem trabalha no sector.
A única parte que inevitavelmente ficaria com o retrato um pouco obliterado, seria exactamente aquela que pretende fazer passar a mensagem, -e com algum sucesso, diga-se- de quem trabalha nos tribunais fá-lo mal e porcamente e com a culpa toda!
COm a greve, o que se ganhou?
Nada!
Quem ganhou?
A parte que não deveria, por culpa própria dos que pretendiam outro resultado.

Parece que há novos ventos a soprar para os lados dos juízes. A ver vamos...

Carlos Lima

(o-bem-amado.blogspot.com)

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