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Será que este blog nos humaniza em excesso?

Não resisto a transcrever aqui parte do artigo intitulado "A Era dos Juízes (act.)", de de João L. Nogueira, publicado no blog Socio[B]logue 2.0:
"Essas aparições públicas "humanizam", em excesso, os juízes retirando-lhes a "superioridade moral" que parece acompanhar, geralmente, a sua profissão. Um dos impactes da mediatização da justiça tem sido, precisamente, essa "dessacralização" de algumas profissões judiciais.".
Pode continuar a ler aqui.

Este tema dá pano para mangas.
Não sei se o termo correcto será o utilizado - “humaniza”.
Mas há uma solenidade própria da justiça, assente, muitas vezes, numa liturgia do julgamento, com rituais velhos de séculos., que não deve ser destruída de ânimo leve. Pelo contrário, deve ser preservada.
Também não sei se um blogue como este pode beliscar essa desejada solenidade. Sei que outras pequenas coisas contribuem para ela - como o facto de alguns advogados (têm esse direito, é certo) e, sobretudo, alguns magistrados do Ministério Público alegarem sentados ou a realização de julgamentos em salas de estar (algumas foram inicialmente construídas para isso) onde parece que as testemunhas não sabem muito bem se estão a depor perante um tribunal ou numa amena cavaqueira de café.

O Conselho Superior da Magistratura, em tempos, divulgou o seu entendimento, de acordo com o qual, todos os espaços livres do tribunal deveriam ser utilizados, se a sala já estivesse ocupada com outro julgamento, por forma a evitar adiamentos.
Este entendimento, que eu subscrevo, tem o seu preço: retira a desejada solenidade ao julgamento e mascara as insuficiências do sistema.

Utilizei o termo "humaniza" parafraseando o autor do texto.

Sobre o movimento "dessacralizador"
(também parafraseando), não o consigo julgar (como bom ou mau), mas é inevitável.

E, deitando mais achas para a fogueira, acho que para tal movimento contribuiu em muito a chegada das mulheres à função de julgar (nos Tribunais, porque fora, sempre julgaram, e, não resisto a adjectivar, bem).

Com a mesma origem, outro fenómeno: a falta de intervenção cívica pública dos juízes de que falava o Dr. Manuel Ramos Soares no Sílaba, em comentário a post teu, bem há pouco tempo.

Mas isto são temas para outros posts. Tenho de chamar a Cleópatra à colação, que ela não vai deixar escapar o tema.

Ps - Das salas já falamos no Sílaba. A propósito, acharia muito útil que o Sílaba, apesar de cessado, mantivesse os seus conteúdos publicados.

Subscrevo o «Ps» da Colega Raquel. Seria bom que o conteúdo do «Sílaba Tónica» se mantivesse disponível.

P.s.: Assim será.
Um abraço.

Nada nos humaniza em excesso.
Simplesmente porque nós somos humanos.
Para além disso não há excessos.
Se o Blog nos torna mais normais aos olhos dos outros?
... Creio que sim.

Vulgares?
Não acho.

O cidadão em geral tem de aprender a ver o Juiz como um cidadão em geral também.
Com uma licenciatura em Direito e uma quase pós graduação.
Alguém que está vocacionado para aplicar a Lei em nome do Povo e para o Povo, conforme lhe confere e impõe a Constituição, mas nunca por nunca, alguém desumanizado.
O Juiz não é um ser superior.
Pode ser intocável no sentido de incorruptível...
Mas aqui também se aplica a velha máxima, e peço perdão aos mais sérios, aos mais formalistas, aos que têm mais perfil que eu,...É que também aqui, serviço é serviço e conhaKe é conhaKe!

Mas segundo a Constituição, todos somos iguais perante a Lei, ...todos temos os mesmos direitos.. e não vejo que a CRP nos negue o Direito a ter um Blog.

Se nos torna mais humanos... pois torna.
Humanizados? Já somos.. e desde que nascemos!
Mas prometo escrever mais a sério sobre o tema , porque ele merece-.
"Chamaram-me à demanda"...Pois que seja!
Posso mandar um Bji ou é muito humano?

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